Roquette Pinto - Sintonizando o blá, blá, blá

on quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vira e mexe, as concessões de rádio e TV são debatidas. O fato é que quem libera ou não é o governo. Teoricamente, nós escolhemos o que consumimos nesses veículos de comunicação, pois, governo é povo, povo escolhe governo através do voto, blá, blá, blá, blá, blá, blá... 

Por ser de iniciativa pública, a Rádio Roquette Pinto deve dar prioridade à cidadania e ter aspecto educativo. Mas quem imagina que a programação é cansativa está redondamente enganado. A comunicação é moderna e a programação é altamente cultural.

Devidamente inserido em todo o  saboroso contexto educacional da Roquette Pinto, digamos que o Blá, blá, blá do amor é a hora do recreio. O programa é hilário e toda a descontração conta com a participação dos ouvintes. O mote é relacionamento e, entre outras coisas, os solteiros podem encontrar "a tampa da sua panela".

Os apresentadores têm formação de música e teatro e vasta experiência no humor. A atriz Camila Vaz, além de atuar, trabalha há alguns anos com stand-up comedy. O músico e ator Her Agapito encena o espetáculo Sátira in Concert, que prestigiei numa das minhas idas à cidade maravilhosa e não consegui parar de rir um só instante. Lucianna Magalhães é uma belíssima cantora lírica e também produtora cultural da melhor qualidade.

Serviço:
  • Para ouvir o programa da semana anterior: No menu, clicar em programação e programas, localizar o blá, blá, blá do amor e clicar em "ouça aqui".

"Viva o lado coca-cola da vida"

on domingo, 24 de janeiro de 2010

Alguns haitianos sobreviveram nos escombros bebendo a própria urina. Mas um foi resgatado ontem, 11 dias após o terremoto, e diz ter sobrevivido bebendo Coca-Cola.

Por falar em coca-cola, a empresa está divulgando (para caramba) uma nota informando que esse ano vai aparecer menos na TV e o que economizar com publicidade vai reverter para as vítimas do Haiti.

Mas do jeito que eles estão gastando para divulgar essa caridade, talvez seja mais prudente o povo continuar contando com o xixi. Xiiiiiiiiiiiii!!!

Dove - O conforto das axilas

on

Eu faço a depilação das pernas, virilha, buço e sobrancelha com cera quente, no entanto, na axila eu prefiro usar a lâmina. Embora a minha depiladora insista em dizer que o puxa-puxa de cera não mancha a pele, eu fico com as evidências: A minha virilha é escura, as axilas das minhas amigas que depilam com cera são escuras e quando o meu buço escurece, para eu não precisar ser "bigoduda", eu sou obrigada a apelar para algum gel clareador. 

No final de novembro, comecei a usar o  desodorante Dove hair minimising. De fato, ele cumpre o que promete. Sinto que os pelos demoram um pouco mais para crescer e tenho a impressão de que estão afinando. Ah! E, sim, ele combate os maus odores também!

Bem que podiam inventar um creme hidratante hair minimising para pernas, rosto e virilhas, né meninas? Claro, com a mesma eficácia! Fica registrada a dica para as empresas de cosméticos.

Vale destacar que há no mercado um outro antitranspirante com a mesma função redutora de pelos, o Rexona Minimising.  Esse eu ainda não experimentei, entretanto, vale destacar também que ambos (Dove e Rexona) são marcas da Unilever. 

Ah, se alguém souber o e-mail da Julia Roberts, por gentileza, pode encaminhar essa dica para ela?

Make-up - curtinhas

on sábado, 23 de janeiro de 2010

Testei e aprovei uma dica do produtosdebeleza.com. Você pode escolher 6 itens e montar o seu kit de amostras grátis da  Signature Minerals só com o custo do frete (USD 7,65). O inconveniente é que as sombras vêm num saquinho nada prático. Mas o blush e o iluminador vieram num potinho. Aliás, escolhi o blush adobe sun  e gostei muito. Se você preferir, pode pagar USD 2,50 por cada item e pedir ilimitadamente. Paguei com Paypal e demorou cerca de um mês para chegar. Os produtos são muito bons!

A twitter friend @lailasena estava trocando idéias sobre maquiagem e deu uma dica bem bacana.  O grande lance de conferir o Paparazzo dos meninos é, enfim, isso eu nem preciso comentar. Mas vale a pena também espiar o das meninas, pois, segundo a Laila - e eu assino embaixo-, é interessante ver os conceitos de make-up e a composição dos looks, dentro de cada proposta, por exemplo, sexy, pin-up, etc.
 
A maquiagem da Contém 1g é tudo de bom e sempre tem itens em promoção. Eu destaco dois produtos: O iluminador em mousse natural cintilante é um luxo só. É capaz de agradar a todos os estilos e as mulheres mais exigentes. A caneta sombra em mousse está em promoção, portanto, é uma boa oportunidade para experimentar. Mas é bom ir pessoalmente até uma loja para usar e abusar do mostruário na hora de escolher a cor. Eu, por exemplo, comprei a caneta sombra verde estanho cintilante. Eu diria que de verde tem pouco ou quase nada e gostei porque tem um efeito mais dramático. Já a minha irmã e a minha enteada detestaram, portanto, é uma opção bastante pessoal mesmo. 
A dica que eu daria para a Contém 1g é a seguinte: Além de informações sobre os produtos, preços e onde comprar, há no site uma seção belíssima com sugestões de looks. E os looks vem com as indicações de quais produtos foram utilizados. Seria bastante interessante se nos produtos tivesse um link para um look correspondente. A navegação no site seria ainda mais atraente.
Por fim, uma última dica, principalmente para quem precisa aprender a se maquiar ou deseja sugestões de looks e produtos: Julia Petit em seu site "petiscos" oferece  muita informação e passo-a-passo em vídeo. Você fica por dentro de produtos e tendências ou simplesmente aprende o be-a-bá do make-up de uma forma ultra didática.

Fershop - Mais esclarecimentos

on sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O dono da Fershop alega e a imprensa aceita o argumento de que ele teve prejuízo de 80 mil reais quando teve a mercadoria apreendida pela Polícia Federal.

1) Ele recebeu o nosso dinheiro, então, que prejuízo é esse se ele comprou a mercadoria - no Paraguai - com o dinheiro dos clientes?

2) Ele já recebeu o valor integral de quem pagou parcelado com cartão de crédito, logo, além de não ter prejuízo ele garantiu o lucro dele sem entregar as mercadorias. 

3) Ele não é um coitadinho e nós não somos um bando de trouxas! Ele é estelionatário (literalmente enquadrado no art.171) e nós somos vítimas de estelionato buscando os nossos direitos de cidadãos. 

4) Sites de comparação de preço, tais como, buscapé e outros, têm responsabilidade em casos como esses. Eu vou falar mais sobre isso em um próximo post.

Fershop - Esclarecimentos

on quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ref.: Matérias jornalísticas sobre o caso Fershop

Eu serei bastante objetiva:

Alguns jornalistas e alguns comentários de leitores  (nos próprios sites dos jornais) estão repercutindo duas "desinformações" que estão incomodando as vítimas desse caso:

De uma vez por todas, entendam:

Não fomos ingênuos, não fomos descuidados, fomos roubados. Seguimos todas as orientações para se realizar uma compra segura ou menos insegura, como queiram. O site tinha cadeado, tinha certificado, tinha televendas, tinha endereço físico, tinha CNPJ, tinha inscrição estadual. 

Tinha tudo e mais um pouco, só não tinha informação sobre a procedência da mercadoria ser o Paraguai!!! 

Fomos todos roubados simultaneamente, logo, a má reputação da loja só apareceu quando surgiram as vítimas, ou seja, tudo ao mesmo tempo. E não temos bola de cristal. 

Sabem o que é realmente incrível? O título de uma das matérias jornalísticas: "Golpe Virtual: falta de cuidados deixa legião de vítimas". Não foi "falta de cuidados" que deixou uma legião de vítimas. Foi um criminoso!!!

Outra coisinha: Não denunciamos através de telefonema anônimo. Nós, declaradamente, fomos buscar os nossos direitos em delegacias, órgãos de defesa do consumidor e afins. A delegacia de Fernandópolis está recebendo as denúncias via cópias dos boletins de ocorrência feitos nas cidades de cada vítima. Está tudo documentado desde o início.

Vale ressaltar que também fui vítima nesse caso. Eu quero destacar que faço compras na internet há muitos anos, aliás, já comprei muita coisa barata no ciberespaço. O monitor do meu PC, por exemplo, custou numa loja virtual 57% mais barato do que nas lojas físicas que pesquisei. 

Eu sempre fiz bons negócios e essa foi a primeira vez que fui roubada. Não foi inexperiência, nem descuido, foi roubo mesmo. Todos nós estamos sujeitos a isso.

    Fershop - Matéria publicada no Sistema Mega de Comunicação

    on

    GERAL - FERNANDÓPOLIS
    17/01/2010

    Golpe Virtual: falta de cuidados deixa legião de vítimas

    Setor movimenta R$ 1,6 bi, mas exige atenção na hora de realizar uma compra via internet

    Comprar pela internet já faz parte da rotina de muitos consumidores. Mas à medida em que o comércio eletrônico ganha novos adeptos o velho golpe de sites e lojas virtuais fantasmas desafia as relações de consumo e impõe cuidados indispensáveis na hora de fechar o negócio virtual.

    O ano de 2009 representou para o e-commerce um recorde em crescimento nas vendas de Natal, considerando-se o mesmo período do ano anterior. Segundo pesquisa da consultoria e-bit, entre 15 de novembro e 24 de dezembro os internautas movimentaram R$ 1,6 bilhão em compras natalinas.

    Nem todos, no entanto, tiveram êxito. Uma loja virtual de Fernandópolis, a Fershop, é acusada de lesar centenas de pessoas em todo o país, atraídas pelas ofertas de produtos eletrônicos.

    O metalúrgico Alex da Silva Pazinatto (foto), 21 anos, que mora em Itu, está entre as vítimas. “Comprei uma filmadora de R$ 400, fiz o depósito bancário, a empresa chegou a confirmar o recebimento, mas até agora não vi a cara do produto.”

    Assim como Alex, há consumidores paulistas de Jundiaí, Osasco, Ribeirão Preto, e de outros Estados como Florianópolis (SC), Rio de Janeiro, Brasília e até de Jaboatão dos Guararapes (PE). Muitos já registraram boletim de ocorrência e alguns até se reúnem em fóruns de sites sobre direitos do consumidor, na tentativa de recuperar o prejuízo.

    Os documentos foram encaminhados ao primeiro Distrito Policial de Fernandópolis, que vai instaurar um inquérito para apurar o caso.
    Dicas - O técnico e webdesigner Gustavo de Souza Coelho dá algumas dicas para evitar golpe no comércio eletrônico.

    Sobre a confiabilidade dos sites, ele explica que o usuário deve verificar se é exibido um ícone de um cadeado no rodapé do navegador. Ao clicar sobre ele, é possível visualizar o certificado da loja que está sendo acessada.“No momento do pagamento, verifique se no campo de endereço do site começa com https://. A letra ‘s’ no final indica que o site está usando uma conexão segura.”

    Site está fora do ar e portas, fechadas

    O registro de domínio da Fershop foi feito em nome de Alessandro Antonio Godoy Informática ME. O site está fora do ar. Em Fernandópolis, a “loja” funcionava em uma sala de um pequeno prédio do Centro, na avenida Manoel Marques Rosa.

    Segundo um vizinho, que pediu para não ser identificado, Alessando aparecia uma vez por semana e estava instalado desde o início de 2009. O último vez em que voltou foi na véspera do Natal.

    Várias pessoas já estiveram no prédio, na tentativa de exigir suas mercadorias, como compradores de Catanduva, Rio Preto e até de Florianópolis. O vizinho também disse que era intenso o rodízio de funcionárias e em média trabalhavam em duas, mas sempre ficavam pouco tempo na empresa.

    Em entrevista a uma rádio, Alessandro disse que está em Araçatuba e não entregou as mercadorias porque dois carregamentos comprados por ele no Paraguai foram apreendidos. Para a rádio, disse que teve prejuízo de R$ 80 mil e estaria entrando em contato com os clientes para negociar a entrega.

    A Associação Comercial de Fernandópolis começou a receber reclamações depois do Natal e descobriu com um contador que Alessandro pagou todas as pendências e fechou a empresa.

    Fonte: http://www.sistemamega.com/ver_materia.php?id=9292

    Havaianas - rebimboca da parafuseta

    on terça-feira, 19 de janeiro de 2010

    Sim, confesso, sou havaianatica. Mas algo está me deixando frustrada. Quando eu compro as minhas Havaianas e peço para colocar pingentes, fivelas e afins, sempre faço isso numa loja, aqui em Santos,  exclusiva da Havaianas. O problema é que os enfeites duram no máximo 3 meses e pouco. Essa aí da foto, por exemplo, o pingente caiu antes de acabar a garantia. Sim, as havaianas legítimas vêm com certificado de garantia de 3 meses.
    A loja colocou um pingente novo, porém, caiu novamente em poucos dias. Eu pensei: Dei azar com essa. Mas não, não mesmo. A minha mãe ganhou um par de havaianas no último natal. E o enfeite dela é até diferente do meu. O dela não é liso, parece mais apropriado para a chave philips. O pingente caiu em uma semana e quando fomos tentar recolocar, imaginando ser simples apertar com uma  pequena  e delicada chave de fenda, o metal já estava partido. Eu tenho outros pares de Havaianas, porém, não compro mais as fivelas e pingentes. Infelizmente, são belíssimos e frágeis enfeites. "Havaianas, as legítimas não deformam, não soltam as tiras, e não  têm cheiro". São lindas, coloridas, confortáveis, versáteis, fofas. Mas os pingentes caem e sobram os buracos.

    Fershop - Matéria publicada no Região Noroeste

    on sábado, 16 de janeiro de 2010

    Polícia - Fernandópolis
    Loja virtual de Fernandópolis é acusada de praticar golpes
    13/01/2010 - 11:20:00 - Da Redação


    Página foi retirada do ar.

    Um site de uma loja virtual de Fernandópolis lesou centenas de pessoas de todo país. Vários casos foram registrados nesta semana por clientes que foram atraídos pela oferta em produtos eletroeletrônicos e informática, e caíram em um suposto golpe ao fazer compras na loja virtual Fershop.

    Nos casos registrados os clientes alegaram ter feito as compras, efetuado o pagamento, por meio de depósito ou boleto bancário, e nenhum deles recebeu o produto, também não conseguiram mais entrar em contato com a empresa.

    Segundo uma das vítimas os consumidores estão fazendo através da imprensa e de boletins de ocorrência, uma grande mobilização para obter uma explicação, o dinheiro de volta ou o produto comprado.

    A princípio o crime foi denunciado através de uma ligação anônima para a DIG, acusando a empresa, cujo endereço fixo em Fernandópolis, de praticar golpes através de produtos comercializados na iternet.

    As investigações começaram com base nas denúncias, e foi descoberta uma ampla fixa contra crimes de patrimônio do responsável pela empresa. A sede onde funciona o Fershop está com as portas fechada e o site de vendas fora de serviço.

    A agência bancária Itaú, onde o suspeito movimenta sua conta, analisará as providencias a serem tomadas juntamente à justiça, podendo haver o bloqueio da conta. A justiça pede que se mais pessoas sofreram a mesma lesão pela loja virtual registrem um boletim de ocorrência, pois com documentos em mãos o caso ficará mais fácil de apurar.



    Fershop - Matéria publicada no Cidadão Net

    on sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

    POLÍCIA

    Loja virtual de Fernandópolis aplica golpe em compradores do Brasil



    1º Distrito Policial vai instaurar um inquérito nessa segunda-feira, para apurar denúncias

    15/01/2010

    O 1º Distrito Policial de Fernandópolis vai instaurar um inquérito nessa segunda-feira, 18, para apurar denúncias feitas por compradores de diversas partes do país sobre uma loja virtual, com sede em Fernandópolis, que estaria aplicando golpes em consumidores.

    O caso começou a ser investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em dezembro de 2009. As vítimas que se identificaram – cerca de 15, de vários pontos do Brasil (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Santos) – fizeram boletins de ocorrência denunciando o suposto crime e aguardam providências.

    A loja virtual – cujo site está inativo há uma semana – atraía os consumidores pelos produtos com preços abaixo dos comercializados por outras empresas. A DIG chegou a intimar o empresário A.A.G., mas ele não compareceu.

    Segundo a polícia, o comerciante é de Araçatuba, não se encontra mais na cidade e também não atende o celular. As vítimas também já tentaram entrar em contato por e-mail e telefone, mas não há retorno.

    A.A.G. era correntista de uma agência bancária em Fernandópolis. Nesta quinta-feira, um funcionário do banco, que substitui o gerente geral (em férias), disse que a conta foi encerrada e que eles não são autorizados a passar quaisquer informações dos clientes.
    As vítimas se mobilizam para tentar solucionar o problema. Na internet, diversos consumidores têm divulgado o suposto golpe e orientado a outros a não comprarem. Alguns chegaram a enviar e-mail para a redação de CIDADÃO. Leia alguns depoimentos:


    • “Escrevo para informar que uma empresa da cidade de Fernandópolis lesou centenas de clientes praticamente em todo o país. Sou do Rio de Janeiro e comprei uma máquina digital no valor de 300 reais. A loja virtual vendeu inúmeros produtos, recebeu os pagamentos, não entregou, não respondeu e-mails, não atendeu telefones e o dono sumiu. Nós, os enganados, estamos nos mobilizando para ver o que se pode fazer. Todos os lesados estão desesperados, pois muitos perderam mais de R$1 mil” (K.H. – Rio de Janeiro – RJ)

    • “Quero denunciar a FERSHOP, loja virtual de Fernandópolis. Sou de Salvador, Bahia. Comprei uma câmera digital no Natal e agora percebi que caí num golpe. Estou entrando em contato com outras pessoas para tomarmos conjuntamente medidas e reagirmos ao crime. Por ser uma loja virtual bem anunciada e veiculada, até há pouco, em diversos sites, imagino que eles tenham enganado um grande número de pessoas pelo Brasil. O pagamento nunca aparece como confirmado no sistema da loja. Enviei mensagem por e-mail para eles e não obtive resposta, e os telefones disponíveis no site não atendem - caem em caixa de mensagens” (D.P. – Salvador – BA)

    Fershop - Resumão

    on sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

    COMO RECLAMAR

    Dirija-se à delegacia de sua cidade munido de toda a documentação, incluindo, print de telas da loja virtual, comprovante de pagamento, impressão de páginas da internet comprovando outras vítimas. Por exemplo: posts desse blog, reclamações do site Reclame aqui e outras pertinentes ao caso demonstram que você não é a única vítima. Registrar um boletim de ocorrência (B.O.) é importante para localizar o dono da Fershop, que precisa responder por seus atos.

    Com o boletim de ocorrência em mãos, entre em contato com a delegacia de Fernandópolis. Contato: (017) 3462-1133; 3462-1160. É importante também demonstrar a dimensão do problema, ou seja, quantas são as vítimas, qual o volume do prejuízo.

    Já para assegurar os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, é necessário dirigir-se também ao Procon, munido de toda a documentação, incluindo o B.O. se já estiver disponível.

    COLOCAR A BOCA NO TROMBONE

    É importante tornar o fato público, pois, pode ajudar a localizar o responsável pela Fershop e prevenir outras pessoas de que a loja não é confiável. Saiba mais: http://registremos.blogspot.com/2010/01/fershop-vamos-imprensa.html

    MANTER CONTATO COM AS OUTRAS VÍTIMAS

    Estamos nos organizando coletivamente. Dessa forma, trocamos informações e corremos juntos atrás de nossos direitos. O velho clichê "a união faz a força" não existe por acaso. Se você quiser receber um convite para o grupo de discussão, por gentileza, deixe aqui um comentário com o seu e-mail.

    Vision of the Seas - Manual para os pobres turistas

    on

    Quando você resolve ir a um cruzeiro marítimo, obviamente, tem a expectativa de viver um momento mágico de bem estar, diversão e descanso. Eu posso imaginar a frustração dos passageiros do Vision of the Seas que passaram pelas situações descritas nas duas matérias jornalísticas que abriram esse post. 

    Mas, embora eu me solidarize com essas pessoas, preciso dizer que esses fatos não significam que viajar no Vision of the Seas é sempre um transtorno. Eu e meu namorido fizemos esse cruzeiro no início de dezembro e a viagem superou as nossas expectativas, mesmo com os temporais. Mesmo que boa parte do agito do navio tenha sido consequência dos ventos e não dos eventos. Aff, mal abri o meu protetor solar!
    Só que esses fatores naturais não são  de responsabilidade da Royal Caribbean e os  serviços oferecidos pelo navio, nessa nossa viagem, foram tão bons que até dispersaram os inconvenientes do tempo. Aliás, demos boas risadas com essa coisa de ficar mareado. O meu cunhado disse que navio não balança e ele já viajou bastante. Quando vi os corrimões em todos os imensos corredores de cabines (sem escadas) não entendi nada.  Aviso aos navegantes: Transatlântico balança!!! Horas depois, eu fui a primeira a me jogar nos corrimões. E o que tinha de gente literalmente enjoada!

    Compramos a cabine mais baratinha, a interna, que não tem janela. Tivemos apenas um inconveniente, o de acordar e nunca saber como estava o tempo. Era necessário sair, tomar o elevador e ir passear num deck para saber com precisão qual o figurino mais adequado para o dia.  Mas se tem um lugar que você quase não fica é a cabine, pois, tem tanta coisa pra "não" fazer num navio que não dá pra perder tempo. Em contrapartida, soubemos que o pessoal das cabines "chiques", as com varanda e o caramba, tiveram o desgosto de ver as águas (do mar e/ou das chuvas) invadindo seus dormitórios. Mas soubemos por terceiros, ou seja, não testemunhamos isso.

    Nesse singelo diário de bordo não cabe a quantidade de comida oferecida aos passageiros. Fome eu garanto que ninguém passa. Não dá mesmo pra levar bebida na enrustida, pois, tem um "pega birita" logo na entrada e toda a sua bagagem passa por lá. Também não adianta ter a grande idéia de comprar bebidas baratinhas no freeshop do navio, pegar um gelinho no restaurante e desfilar o seu malte escocês por ali mesmo. Eles guardam suas compras de bebidas e só te entregam na saída. No freeshop há opções de whisky a partir de US$ 29,90 (Red Label e Dewar´s, por exemplo). Já a cervejinha nos bares do navio custa US$3,95 (sempre dólares americanos), qualquer marca nacional, ou seja, não é baratinho mas é o único lugar do mundo que a Bohemia custa o mesmo que a Antártica.

    Por falar em dólares americanos, a escolha pela forma de pagamento é muito importante no final das contas, literalmente, no final das contas. Pagar com cartão de crédito, realmente, acaba sendo uma vantagem para quase todo mundo.  Digo quase todo mundo porque vimos alguns passageiros bastante irritados por lá. Parece que o cartão deles era Bradesco e não estava passando no sistema, ou algo assim. 

     

    Mas quem paga com cartão de crédito não precisa enfrentar filas, pode parcelar as despesas e paga menos. Ah! Quem paga em dinheiro encontra alguma dificuldade para consumir na última noite, pois, tem que encerrar a conta em algum momento, certo? No resto do tempo bebe água e chá gelado que é de graça. E quem paga com cartão de crédito tem tudo feito automaticamente no check-out. 

     

     

    Eu explico melhor: Quando você entra no navio recebe um cartão magnético (sea pass) que vai precisar para tudo, tudo, tudo. Ele é a chave da porta da cabine e é com ele que você registra os gastos para pagar no final da viagem. A comida já está incluída no preço do pacote, tá gente! Dentro do navio, seus gastos são basicamente bebidas, gorjetas e comprinhas no freeshop. Relógios, pashiminas e bolsas chinesas saem por US$ 14,00. Já as griffes e os diamantes, sei lá, passei longe. E, convenhamos, dá gorjeta quem quiser e se puder.

    Voltando aos pagamentos: Na última noite, se você prefere pagar em dinheiro, vai para a looooooongaaaaaaa fiiiiiiiiiiiilaaaaaaaaaa. Pega o seu extrato, confere tudo em dólares americanos e coça o bolso. Aí vem o detalhe: A cotação do dólar é maior para quem paga à vista em dinheiro. E não adianta pechinchar, não é? Nessa nossa viagem, quem pagou com cartão de crédito teve uma cotação de US$ 1,70 e poucos. E quem pagou em dinheiro foi numa cotação de US$ 1,90 e poucos. Eu não lembro quanto eram os poucos. Só sei que foi assim. 

     Fui para o fim da viagem, porém, voltarei para o meio. 

     

    Os fumantes precisam saber que não dá pra fumar em qualquer lugar. E os não-fumantes precisam saber que não precisam conviver com fumaças alheias, exceto no cassino, exceto quando se está no estado de São Paulo. Sim, explico: Se a lei proíbe fumar numa localidade, por exemplo, no estado de São Paulo, eis que surge um aviso com o número da lei e o brasão oficial da região. E o que era área de fumante desaparece na fumaça. No mais, é permitido tabaquear em alguns decks se o navio não estiver ancorado em algum porto.

    Na boate tem área de fumantes para cigarros, porém, não pode baforar charutos.  O constrangimento é que  não há aviso sobre charutos, cachimbos e afins, daí, lamentavelmente, muitos desprevenidos perdem a pose quando são abordados pelos seguranças da balada.  

     

    Otras cositas não pode fumar em lugar algum, é sempre bom lembrar, se é que alguém esqueceu. Dizem que afeta a memória, enfim, voltando à viagem, a de navio:

    A banda da piscina é o que há! O repertório inclui improvisos de Adoniran a Ozzy passando por medley de Benito di Paula a Jamiroquai. Outra atração da piscina é um garçom filipino que não cansa de repetir: "Gelaaaadaaaaa. Happy, happy, happy!" Um tipo gringo oriental com tempero tupiniquim. O cara é simplesmente o Pelé dos garçons, um expert em diversão, o inventor do carisma. É importante dizer que não é comum encontrar alguém que fale um bom português numa tripulação de 750 pessoas vindas de 53 países. Nesse caso, vale decorar um glossário básico, pois, são poucas as palavras fundamentais para atender às suas necessidades em um cruzeiro: Coke, beer, ice, ice beer, ok, thanks. 


    Fora isso, os funcionários de um navio têm um sorriso constante que acaba contagiando a todos. Chega um momento que você também não consegue mais parar de sorrir e nota que todos os outros passageiros passam pelo mesmo fenômeno, até quando estão jogando toda aquela comida no mar, se é que me entendem, pois, no auge dos temporais alguns mareados ficam mais sensíveis. 

    Por falar em jogar coisa no mar: Alguém consegue adivinhar pra onde vai todo o coco do navio?  Nem com bola de cristal? Basta seguir a trilha. Se precisar olhar a imagem em tamanho maior, clique nela.

     

    Quando voltamos, felizes da vida porque nos divertimos para caramba, o meu namorido ouviu uma história interessante do português da padaria. Vou dividir com vocês, pois, pode servir para beneficiar alguém. O amigo portuga, por sinal gente fina, contou que fez um cruzeiro pela Europa. Um dia estava curtindo uma sauna em companhia de uns milionários e descobriu que todos compraram o pacote em uma promoção, ou seja, pagaram pela mesma viagem muito menos do que ele. Ainda na viagem, perdeu um tempinho escrevendo uma cartinha para a companhia. Resultado: Ainda durante a viagem, ele constatou em seu extrato bancário que recebeu toda a diferença de volta. 

     

    É isso! Agradeço aos que navegam nesse blog e desejo uma boa viagem.






    Fershop - Vamos à imprensa

    on

    Olá, amigos lesados (no bom sentido, é claro! bom sentido? deixa pra lá).
    Nessas horas é melhor a gente manter o bom humor.

    Eu tive uma idéia. Estou mandando uma mensagem para toda a imprensa de Fernandópolis. Vou copiar e colar aqui o que escrevi para os jornalistas e quais veículos de comunicação estão recebendo o apelo. Acho que pode ajudar. Pq esse cara não atendeu telefones, não respondeu e-mails e fugiu da cidade. Se ele não quer ser pressionado, não sou eu que vou fazer a vontade dele. Ele deve ter família, gente que vai ficar mal com uma notícia desse tipo repercutindo. Por isso, eu acho que vale a pena tentar os jornalistas.

    Mensagem para a imprensa:

    Bom dia! Escrevo para informar que uma empresa da cidade de Fernandópolis lesou centenas de clientes do Oiapoque ao Chuí. A loja virtual Fershop (http://www.fershop.com.br/) vendeu inúmeros produtos, recebeu os pagamentos, não entregou, não respondeu e-mails, não atendeu telefones e o dono sumiu. Nós, os clientes, estamos nos mobilizando para ver o que se pode fazer. Parece que a delegacia de Fernandópolis já recebeu a denúncia e parece que o dono da Fershop foi para Araçatuba. O site do Reclame aqui está lotado de reclamações: http://www.reclameaqui.com.br/reclamacoes/?tp=9403f4c8cd5af61c485541e9444950c069c79ffa&subtp=c92a9bc341d739044ff5400661d44a60a808be22&id=c7b543b14568570c4b2dd0a0c2b00bd0cfe69e0b
    Se vocês puderem nos apoiar apurando e divulgando essa notícia, desde já, eu agradeço. Eu acredito que fazendo alguma pressão o dono da empresa apareça e assuma suas responsabilidades, seja devolvendo o dinheiro, seja entregando as mercadorias, seja nos dando alguma explicação. Na página da Fershop tem todos os dados da empresa:

    Razão Social: Alessandro Antonio Godoy Informartica-Me

    CNPJ: 10.451.132/0001-93

    I.E: 304.136.131.110

    End.:- Av. Manoel Marques Rosa, 1242 Sala 2 – Bairro: Centro CEP 15.600-000

    Cidade: Fernandopolis - SP

    Fone/Fax: (17) 3462-2446

    Estou à disposição para quaisquer dúvidas e agradeço imensamente a atenção.

    Luciana Vaz
    Santos/SP


    Veículos de Imprensa de Fernandópolis

    .: Diário Regional – jornal diário

    Rua Minas Gerais, nº 1886, Coester – Fernandópolis - SP

    Fone: 3442-2445

    www.diarioregional.inf.br.com.br

    diariodefernandopolis@hotmail.com

    .: Bom Dia Fernandópolis – jornal diário

    Avenida Francisco Costa, nº 1082, Centro – Fernandópolis - SP

    Fone: 3465-0020

    e-mail: cremon@midiag.com.br

    .: Jornal Cidadão – jornal semanal

    Avenida dos Arnaldos, nº 1435 – Centro – Fernandópolis – SP

    Fone: 3442-6169

    www.cidadaonet.com.br

    wintermenezes@terra.com.br

    .: Jornal Semanário – jornal semanal

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    Fershop - Vamos à luta

    on quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

    Caros amigos:

    Eu li vários comentários de pessoas que também foram lesadas pela Fershop. O que não falta é gente reclamando dessa loja. Lendo as informações de todo mundo, "assuntando aqui e acolá", eu resolvi fazer o seguinte:

    Primeiro eu vou ao Poupatempo formalizar a reclamação no Procon. Afinal de contas, de acordo com Código de Defesa do Consumidor, esse é o órgão competente para tratar desse tipo de caso. Mas temos que levar em conta que se o responsável pela Fershop desapareceu, ele precisa ser encontrado para que o Procon possa agir.

    Dessa forma, também vou fazer o boletim de ocorrência. E na delegacia vou confirmar se o procedimento correto é mesmo enviar a cópia do B.O. para o delegado de Fernandópolis. O meu objetivo é engrossar as reclamações na polícia para que tenhamos mais chance de o fulano ser localizado.

    Em seguida, eu vou procurar o banco onde o fulano tem conta. E de posse do B.O. vou procurar saber se tenho o direito de saber o endereço residencial e/ou telefone residencial do fulano para, pelo menos, transformar a vida dele num inferno.

    Eu posso até sair no prejuízo, porém, faço questão de lembrar o fulano disso por bastante tempo. Assim ele pensa duas vezes antes de fazer isso com outras pessoas.

    Amanhã tomarei essas providências e assim que eu tiver novidades informo a vocês aqui no blog.

    Um forte abraço e boa sorte a todos.

    Fershop - O que fazer agora?

    on quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

     Clique para ver a imagem ampliada

     A saga:

    16/12/2009 - Realizei a compra de uma máquina fotográfica digital e paguei à vista via boleto bancário. Vale ressaltar: A loja existe, o endereço físico e os telefones, de fato, são da Fershop. A loja não é fantasma.

    Dias depois - O pagamento foi confirmado pela Fershop.

    Dias depois - Telefonei e fui informada de que o pedido estava para ser enviado a qualquer momento. O prazo de entrega, de 7 a 10 dias úteis, venceria em 31/12/2009, portanto, aguardei até o primeiro dia útil de 2010 para reclamar.

    O site agora tem uma mensagem dizendo que as vendas estão suspensas até  a regularização do estoque. Dúvidas sobre pedidos realizados devem ser sanadas através de e-mail.

    Mas eles não respondem e-mails! E também não atendem ao telefone!

    Liguei para uma loja vizinha à Fershop. A moça disse que outras pessoas já haviam ligado e ela só sabe informar que a Fershop funcionou normalmente até poucos dias atrás. Mas agora está fechada e ninguém sabe do dono. Navegando um tantinho pelo ciberespaço, descobri que muitas outras pessoas também compraram recentemente, também foram lesadas e também estão em busca de seus direitos de consumidor.

    O que fazer agora?

    Inicialmente, eu enviei um e-mail para a delegacia de crimes virtuais. Estou aguardando orientação para saber exatamente como devo proceder.

    Esse post terá continuidade na medida que eu tenha mais esclarecimentos. 

    A urgência em postar mesmo sem ter solução para o caso é a seguinte:
    • Jamais compre na Fershop. 
    • Resista aos preços baixos da Fershop. 
    • Tome cuidado com suas compras virtuais.  
    • E tomar cuidado não é garantia de que a compra será bem sucedida.

    Carrefour - "Senta que lá vem história"

    on terça-feira, 5 de janeiro de 2010

    Engana-se quem pensa que serviço de atendimento ao cliente (SAC) nunca funciona. O do Carrefour é muito eficiente. Eu e minha irmã passamos uma situação bastante preocupante em plena antevéspera de Natal. Enviamos uma carta ao SAC via website e obtivemos retorno em poucos dias. Os fatos foram apurados e dois funcionários do serviço de entrega em domicílio foram demitidos. O próprio Carrefour se encarregou de nos manter informadas sobre cada providência tomada a partir do recebimento de nossa reclamação. Segue a carta com os fatos que desencadearam as demissões:

    Santos, 23 de dezembro de 2009.

    Prezados Senhores:

    Inicialmente, eu preciso relatar um fato que ocorreu hoje no Carrefour do Shopping Praiamar, em Santos. 
    Eu e minha irmã entramos no estabelecimento por volta das 15 horas.  Enquanto eu fui buscar um carrinho, a minha irmã foi até o serviço de entrega em domicílio para nos certificarmos de que fariam a entrega. Um rapaz a atendeu e confirmou que se chegássemos com as compras àquele balcão até às 19 horas eles entregariam ainda hoje.
    Fizemos as compras, nos dirigimos ao caixa, enfrentamos a longa fila e chegamos ao balcão de entrega em domicílio um pouco antes das 18 horas. Fomos recepcionadas por uma moça que sequer tinha um crachá de identificação. Vale ressaltar que, nesse balcão, há uma faixa enorme confirmando o horário de entrega até às 19 horas.
    Ainda caminhávamos com o carrinho na direção do balcão quando a moça já foi se antecipando em dizer que não entregava. Explicamos que nos informamos antes para nos precaver desse tipo de transtorno. Ela denotava mau humor e apenas repetia que “não dava mais para entregar”, pois, eles resolveram dispensar “os meninos”.
    Continuamos expondo a situação, pois, nos informamos antes, eram muitas compras e não tínhamos condição de carregar tais mercadorias nos braços. Era muito perto para chamarmos um táxi (precisamente 500 metros), porém, muito peso para carregarmos sem um veículo. Para se ter uma idéia do volume, compramos 64 itens totalizando R$ 322,23. Ela insistiu que entregaria somente no dia seguinte e tomou a liberdade de perguntar se realmente precisávamos das compras hoje.
    Embora não tivéssemos a obrigação de responder tal questionamento, explicamos que realmente precisávamos das compras hoje e que era impossível aguardar até o dia seguinte. Logo depois, chegou um rapaz de nome Michel. Também sem uma identificação, mas foi o nome que a moça o chamou. E a moça continuou a conversa afirmando que “os meninos” da entrega foram dispensados mais cedo, portanto, só haveria entrega no dia seguinte.
    A partir desse momento, nós cobramos responsabilidade, pois, eles nos deram uma informação, entramos no supermercado seguras de que o serviço estava disponível e eles voltaram atrás. Ela continuou irredutível e deixou bastante claro que o problema era nosso. Ainda tentando manter a serenidade, nós insistimos para ela resolver a questão ou chamar o gerente para nos atender. Ela fez um movimento com os ombros (que se traduz como “não se importar”) e concluiu que o gerente nada poderia fazer, pois, o serviço é terceirizado.
    Ainda tentando manter a calma, sugerimos levar as compras nós mesmas, mas, com o carrinho do supermercado. Voltaríamos em seguida para devolver o carrinho. Nesse caso, ela mandou que pedíssemos o carrinho “lá em cima”, pois, o serviço de entrega é terceirizado e ela nada tem a ver com isso. Eu expliquei que o serviço pode ser terceirizado, porém, o cliente tem conhecimento de apenas um fato: O Carrefour tem em suas dependências um serviço de entrega em domicílio e tal serviço precisa ser oferecido com qualidade. Ela conversou com o rapaz, aquele que chegou na metade da conversa e, mesmo contrariado, ele aceitou levar as compras. Ambos insinuaram que estavam nos fazendo um favor.
    A moça perguntou o meu nome e aproveitamos para perguntar o dela. De forma bastante grosseira, ela respondeu que seu nome era Paula. Perguntou se tínhamos cadastro e respondemos que provavelmente sim, pois, não era a primeira vez que utilizávamos o serviço de entrega em domicílio daquela loja Carrefour. Ela mostrou-se ainda mais intolerante quando não encontrou o nosso cadastro em seu sistema e precisou digitar os dados.
    Quando Paula terminou o cadastro, eu pedi a ela o meu cupom fiscal de volta, entretanto, ela disse que ficava em seu poder até a entrega das mercadorias. Eu disse que precisava de algo para conferir as compras quando chegassem em casa. Ela ficou bastante alterada e disse que a chamei de “ladrona”, aliás, repetiu isso várias vezes sempre aumentando o tom de voz. Nesse momento, realmente, eu perdi a paciência e retruquei: “Não estou chamando você de ladra, mas, irresponsável você está demonstrando que é, portanto, eu tenho todo o direito de conferir a mercadoria que comprei".
    Enquanto ela se exaltava repetindo que a chamei de “ladrona”, o Michel avançou apontando o dedo em riste. Com a outra mão, Michel fazia gestos ameaçadores simulando um revólver. Simultaneamente, ele gritava algo vulgar chamando-nos de “malandros”. Força de expressão ou não, certamente essa não é a forma ideal de lidar com quaisquer pessoas, especialmente profissionais tratarem clientes. Dessa forma, não foi mais possível manter o controle e recusei-me a entregar as minhas compras nas mãos de pessoas irresponsáveis e possivelmente violentas.
    Quando a situação chegou a esse ponto, Paula ainda deturpou o fato afirmando que fomos mal educadas, que chegamos lá com grosserias e que fomos agressivas. Mas a realidade é que só perdemos a paciência quando eles passaram de todos os limites. Vale destacar que nos arrependemos de não chamar a polícia naquele momento.
    Voltamos ao corredor principal do supermercado, onde fica o balcão de atendimento ao cliente, e pedimos para falar com o gerente. Entendemos que, independente de a entrega em domicílio ser terceirizada, é responsabilidade do Carrefour garantir a qualidade dos serviços oferecidos dentro de seu estabelecimento, ou melhor, serviço diretamente vinculado ao supermercado. Entendemos que a preocupação com a qualidade dos produtos deve estender-se também aos serviços oferecidos em todas as dependências de um estabelecimento comercial. Se o serviço é terceirizado, isso é um procedimento interno e o que importa ao cliente é o resultado do trabalho oferecido.
    Não se trata de achar que o cliente sempre tem razão, definitivamente, não é essa a questão. O caso é que se fosse uma informação equivocada, um desencontro de informações entre os funcionários, já seria um erro. Mas foi muito pior: A informação estava correta, pois, de fato, o serviço de entrega funcionaria até às 19 horas. Simplesmente, o expediente foi alterado subitamente, com a loja funcionando a pleno vapor, e os clientes que estavam comprando naquele momento foram ignorados. Como se não bastasse, quem solicitasse o serviço era mal tratado, parecia ser inoportuno requisitar aquele serviço – mesmo estando dentro do horário estabelecido, e não havendo solução o cliente era hostilizado.
    É importante dizer que em nenhum momento eu ofendi a funcionária “terceirizada” suspeitando que ela fosse ladra. Eu afirmo veementemente que sequer insinuei tal desconfiança e esse desatino foi exclusivamente fruto da imaginação da funcionária Paula. Supondo que seja praxe o serviço de entrega em domicílio ficar com o cupom fiscal, desde já, eu sugiro que haja duas vias, ou seja, uma cópia precisa ficar com o cliente como garantia.
    É natural que erros ocorram tanto por parte dos clientes quanto por parte dos estabelecimentos comerciais. Nada impede, por exemplo, que o cupom fiscal seja extraviado, portanto, o ideal é que cada lado dessa relação comercial tenha o seu meio de cautela. Se por um lado, eu tenho o direito de conferir a mercadoria que comprei, por outro lado o estabelecimento comercial tem o direito de cercar-se de suas precauções.
    Quando solicitamos a presença da gerência, fomos atendidas pelo segurança Luiz Fernando. Ele nos ouviu e dirigiu-se sozinho ao setor de entregas. Nós aguardamos perto do balcão de atendimento ao cliente. Algum tempo depois, Luiz Fernando retornou informando que as compras seriam entregues. Eu afirmei que não estava confiante para deixar minhas compras nas mãos daqueles funcionários e que, depois desse episódio, a única coisa que restava era eu formalizar uma reclamação.
    O segurança Luiz Fernando apenas informou que já havia explicado aos funcionários da entrega como deveria ser um atendimento cordial. Quando eu insisti em providências, ele insistiu que estas seriam tomadas. Eu insisti que gostaria de formalizar uma reclamação para obter um retorno, pois, fui vítima de violência verbal, aliás, que não foi física por um triz. Mas o funcionário Luiz Fernando disse para eu perguntar quais providências foram tomadas em uma próxima oportunidade quando eu voltasse para fazer outras compras.
    Tendo relatado a situação e comentado alguns de meus pontos de vista, eu gostaria de dizer que não estou apenas insatisfeita, mas, profundamente incomodada e preocupada. Francamente, não estamos falando apenas de despreparo de funcionários, sejam eles terceirizados ou não. Mas não bastasse todo o absurdo acerca do atendimento, toda a indelicadeza e irresponsabilidade, o que posso esperar de uma pessoa que faz, para os clientes, gestos ameaçadores simulando arma de fogo e, por força das relações comerciais, detém os meus dados, tais como, nome, endereço e telefone? Eu deveria ter deixado minhas compras para esse elemento vir entregar em minha casa? Deveria ter deixado minha mãe abrir a porta para esse elemento, caso eu não conseguisse chegar em casa primeiro do que ele? Estou errada em cobrar providências mais enérgicas?
    Essa moça de nome Paula é tão irresponsável que ao ver toda a situação, criada por ela mesma, ao perceber as ameaças do rapaz de nome Michel, não poupou esforços para incitar ainda mais a confusão.
    Objetivamente, que tipo de providências eu devo esperar da empresa Carrefour, empresa essa que prestigio há tantos anos? Não estou certa de que a gravidade do episódio foi compreendida pelo segurança Luiz Fernando. No meu entender, segurança implica não só em zelar pela propriedade, mas também pela integridade física e moral das pessoas. Reservo-me o direito de formalizar a reclamação por meus próprios meios e aguardo providências.

    Atenciosamente,

    Luciana Vaz

    Culinária - Vão-se os figos, fica a calda

    on sábado, 2 de janeiro de 2010

    No final do ano é sempre aquela comilança. A gente compra, compra, compra e cozinha, cozinha, cozinha. No final das contas, o que sobra de coisa!!! Eu não jogo nada fora, nem uma folhinha de salsinha. A sobra do vinho vai pra carne assada. O que posso congelar, congelo. O que iria pro lixo vai pra transformação.  Claro, se não ficar estragado ou passado, né gente? Eu nem precisava dizer isso, mas, disse. Então, por exemplo, o salpicão se junta a uns desfiados de peru, nacos do queijinho do petisco, azeitonas que se perderam pela geladeira e tudo vira torta de liquidificador. E vou dizer uma coisa: O pessoal come de lamber os beiços.

    Dessa vez, eu tive um novo desafio. O pessoal comeu compota de figo, mas sobrou a calda. Ai, ai, ai... Tinha também um tico de coco ralado e um bom tanto de frutas cristalizadas rolando por aqui.

    Eu fiz uma sobremesa que ficou tão gostosinha, mas tão gostosinha, que o pessoal pediu mais.

    Simples assim: Fiz um manjar basicão só que bati bastante no liquidificador, tudo menos o coco. É uma colher de maisena e uma de açúcar para cada copo de leite. Quem gosta dele mais molinho coloca a colher rasa e quem gosta dele mais durinho coloca a colher de sopa mais cheia de maisena. Essa mistura bem batida, batida a ponto de fazer espuma, eu misturei ao coco e levei ao fogo pra dar o ponto. Esse negócio de  bater no liquidificador deixou o manjar super levinho, até um tanto aerado. Engrossou, desliga o fogo. Tem gente que não sabe disso, portanto, achei melhor entrar nos detalhes.

    Daí, coloquei esse manjar em diversos potinhos de sobremesa. Joguei as frutas cristalizadas por cima. E despejei a calda gelada sobre o manjar ainda quente, já com as frutinhas. A calda foi indo pro fundo do potinho. E, obviamente, foi tudo pra geladeira. O resultado está aí na fotinho.

    O fato é que não dá pra jogar comida fora, gente! Vamos recriando que é  inteligente, é gostoso e o bolso agradece.

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