Olá! Inté!

on segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Algo se quebrou dentro de mim. Mas seja lá o que for, é sinal de amadurecimento. Faz tempo que não conjugo o verbo blogar. Há quanto tempo não deixo umas palavras por aqui? É que eu tenho vivido dentro de um sistema desses que afugentam as idéias.                                     

Ao meio-dia e meia em ponto, eu sou obrigada a almoçar mesmo que a barriga não ronque. Isso é um prato cheio para o lugar-comum. Mas quem disse que vida normal é tédio? E quem disse que vida louca não é entediante? 

Eu peço desculpas aos amigos, entretanto, a tagarelice está de folga por tempo indeterminado. Volto a teclar pelos cotovelos quando eu me reinventar novamente.

Beijos a todos e até logo.

“Fogueira sem brasa, circo sem palhaço”, eleição sem graça

on terça-feira, 10 de agosto de 2010

O ator, roteirista e comediante Fábio Porchat começou um movimento através do Twitter mobilizando os humoristas brasileiros para a passeata “Humor sem Censura”. Uma das formas de colaborar é enviar tweets com sugestões de frases bem humoradas para os cartazes que serão usados durante o evento.                                                                      

O que diz a lei 9504/97?
Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:

II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;
O que a lei não diz?

Qual o limite da liberdade de expressão? O que é liberdade limitada? O que caracteriza degradação de candidato, partido ou coligação? Quem impede os políticos de zombarem dos eleitores, incluindo os cidadãos profissionais do humor?  

Mais informações:

Fábio Porchat - http://twitter.com/FabioPorchat

Tag que agrupa as informações postadas no Twitter: #HumorSemCensura

Lei eleitoral bane humor da TV - http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2298747/lei-eleitoral-bane-humor-da-tv 

Serviço:

Passeata Humor sem Censura
Data: 22/08/2010
Horário: 15h00
Local: Praia de Copacabana, Rio de Janeiro – RJ  


A sua opinião:  

Fazer piada parece não ser politicamente correto. Você concorda com a censura aos programas de humor? Registre abaixo o seu comentário.

Afinal, qual é a graça?

Qualquer coisa sobre plantar bananeira, escrever o obituário do mundo e parir dinheiro

on segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Quando escrevi um pouco sobre mim aqui no blog, eu tracei o meu perfil falando do “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Poderíamos dizer que o progresso é um abalo nessa tríade. Novos tempos vieram, as moradias verticalizaram e os espaços foram reduzidos. A tendência atual é que montanhas de papel e livros convencionais sejam substituídos por cliques. Por outro lado, se podemos salvar árvores economizando papel, espantosamente os e-books podem representar um avanço tecnológico em prol das florestas. Será?   
                                                                                               
Mas o que pensar de anunciantes que prometem plantar árvores desde que nós, os consumidores, compremos os seus produtos?  Isso é chantagem ou a promessa de que logo uma empresa surgirá para fazer também os nossos filhos? Pode ser simplesmente o fim dos tempos em nome do capitalismo, mas se for selvagem é ecologicamente correto.  Eu prefiriria cuspir um caroço de mexerica no quintal e andar de bicicleta, mas quem sou eu para lutar contra o mundo? Amiga do Peter Pan?

Na vida real, Bruna Surfistinha abriu tudo sobre a sua biografia na horizontal e descreveu minuciosamente como plantar bananeira, assobiar e chupar cana. Exercitou aos montes, não fez filho, mas vendeu livro adoidado. O melhor mal exemplo de que o “é dando que se recebe” está mesmo de pernas para o ar. Por essas e outras, eu não duvido que um fabricante de biodegradável ou uma revendedora de automóveis procrie por nós, afinal de contas, plantar árvore pode se comprar numa loja de conveniência e literatura pode ser fruto de uma cultura de mercado. 

Se a moda pega? Pior que pega! Depois do grande sucesso como escritora, a nova onda da Surfistinha  é movimentar as telonas. O filme é nostálgico, já que o próprio teaser é Deborah Secco seminua em cena de sexo, o que nos remete ao cinema nacional de outra fase. Babado é moda sem roupa, mas, saia justa é detalhe e modismo sempre volta, repaginado, mas volta. Agora os peitos são siliconados.

Houve um tempo em que o pior da cultura era assistir a desvalorização para a poupança. Isso não mudou e está aí o abundante Rebolation que não me deixa mentir. Talvez a nossa cultura seja responsável por não termos problemas com taxa de natalidade aqui no Brasil. Crianças costumam fazer perguntas do tipo: Se o planeta é redondo e gira, por que a água não cai? Eu tenho outras dúvidas, por exemplo, porque criança brasileira também faz criança? Num mundo de cabeça para baixo, por que o estímulo para japoneses procriarem vem do governo?

Brasil e Japão poderiam fechar um acordo de cooperação nesse sentido, ainda mais que o grande destaque do governo Lula é a projeção do país no cenário internacional. A escritora brasileira Bruna Surfistinha poderia ser parceira e dar palestras, pois, ela é boa nisso de dar, desde que seja bem paga. E no Japão o que dá cria é escola ensinando mulher a seduzir.  Dificilmente língua seria um entrave, pois, faz parte do universo de Bruna e não tem problema a do Lula ser presa, afinal, personagens de cinema sempre podem contar com a legenda.

Nesse angu de caroço, sabe-se que engolir semente de jaca não significa que vai nascer uma jaqueira dentro da gente, todavia, uma semente encontrou terreno fértil dentro de um pulmão humano para fazer brotar um pé de sabe-se lá o que num russo.  A ciência tenta esclarecer se a galinha veio antes do ovo. Se dinheiro dá em árvore, a humanidade manda a mãe natureza para a Dilodendron bipinnatum que pariu. O Paulo Coelho, escritor interplanetário, levou o Brasil longe ensinando o velho exercício da sementinha transcrito do fundamental dos cursos de teatro para o Diário de um Mago. Coelhos, todo mundo sabe, moram em cartolas, distribuem ovinhos de chocolate com desigualdade e fazem filho para caramba. Essas coisas não fazem o menor sentido? E o mundo faz? Eu também estou tonta com tantos giros!

Links:
“Em minha vida de ator, passei por vários momentos que me deixaram traumas, como na época dos primeiros cursos de teatro e na Faculdade de Artes Cênicas, pois tínhamos que fazer o hediondo exercício da semente virar árvore, em uma matéria que sempre desprezei chamada expressão corporal! Fazíamos coisas como se arrastar no chão de olhos fechados até encontrar o coleguinha na sala e tocá-lo sem pudores para aflorar os cinco sentidos. Lógico que sempre deixei meu olho um pouco aberto e geralmente ia para debaixo de alguma mesa onde me escondia. Sempre era achado por alguma criatura tarada e  horrenda que ficava invariavelmente lambendo a palma da minha mão e tentando alguma bolinação”.
Charles Möeller - http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/tag/hair

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