O caso do vazamento das informações fiscais de filha e genro do candidato José Serra não passou de um acusa daqui, defende de lá, investiga acolá. A parte que não entendi foi: Qual o sigilo? Para que foi quebrado? O tucano tentou fazer o papel de pobre vítima indefesa. Colando ou não, afinal, o sigilo quebrado foi revelado?
E a Dilma nessa história toda? De repente ela até pode levar essa eleição no primeiro turno. Não se pode afirmar que vai confiscar as poupanças, mas, partindo do princípio que ela pega carona nos anais do Lula e não do Collor, apesar das alianças do PT, enfim, a política é uma caixinha de surpresas.
E a Dilma nessa história toda? De repente ela até pode levar essa eleição no primeiro turno. Não se pode afirmar que vai confiscar as poupanças, mas, partindo do princípio que ela pega carona nos anais do Lula e não do Collor, apesar das alianças do PT, enfim, a política é uma caixinha de surpresas.
Fato mesmo é que há 73 candidatos cadastrados no www.fichalimpa.org.br. Eu escolhi “Marinar”, mas, verdade seja dita, entre os presidenciáveis, somente Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, não está fazendo da sua ficha algo obscuro. Pois quem se baseia nas pesquisas há de dizer: E daí? Ele não vai ganhar mesmo.
Número por número, exata é a realidade. Temos o direito de saber em quem vamos votar e o dever de eleger 513 deputados federais. Mas só 59 candidatos ao congresso liberaram as informações. A maioria prefere manter a sua ficha privada, digamos assim. A conta não bate e o eleitor tem nas mãos o poder. Pode confirmar a transparência da sacanagem, pode preferir apertar o branco, pode optar por digitar um fantasma para anular, pode escolher o risco de precisar corrigir na próxima eleição. A vantagem é não ser obrigado a contar pra ninguém. Porque o voto é secreto.
Já o “doutor” Paulo Maluf ser ficha absolutamente imunda, convenhamos, não é mistério. Ainda assim, ele teve a capacidade de afirmar em campanha que São Paulo sem Maluf seria como “carro sem estrada, circo sem palhaço, Buchecha sem Claudinho”, enfim, resumidamente isso. É pra rir ou pra chorar? Pergunto isso porque Paulo Salim Maluf é foragido da Interpol em mais de 180 países, mas, aqui no Brasil, ao invés de prenderem o ladrão foram decidir se ele poderia ser candidato ao cargo de deputado federal.
É ou não é pra ficar tiririca da vida? Ops! Por falar em Tiririca, quais são os requisitos básicos para ser candidato? Será que as funções do cargo pretendido são informações confidenciais que só se descobre depois de eleito? E ainda tem candidata pedindo aos eleitores que votem com prazer! O meu suplício é ter relaxado e gozado a vida o suficiente para decidir em quem não votar. E só.











