Cliente da Net recupera o controle

on sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nesta quinta-feira, por volta das 8 horas, dona Marlene foi surpreendida por um técnico da Net Skavurska. Depois de meses, o funcionário da empresa realizou procedimentos complexos e trocou o controle remoto do equipamento de TV por assinatura.  
 
É preciso elaborar diversas etapas para garantir a excelência do feedback. “Troque as pilhas, no local de encaixe das pilhas dentro do controle remoto há sinais de + (mais) e - (menos). Os sinais devem estar coincidentes, ou seja, o + da pilha deve estar no mesmo sentido do + do controle, afirmou a empresa antes de enviar o funcionário. 
 
A cliente seguiu rigorosamente as orientações para merecer mais um novo controle remoto e, dessa vez, funcionou. Durante os meses que ficou sem controle, ela foi beneficiada por um combo de ginástica e exercícios de paciência inspirados em monges budistas. 
 
“Cada vez que eu queria mudar o canal precisava levantar do sofá e somar atividades físicas ao meu momento de descanso. É difícil ficar descontrolada na minha idade”, mas, agora estou em boa forma e sou uma pessoa espiritualizada, concluiu dona Marlene.

O "X" da questão - Quem acertar ganha uma bala

on segunda-feira, 11 de abril de 2011

O governo brasileiro pretende retomar a campanha de desarmamento com a idéia de transformar em política permanente. Há estudos sobre fazer monitoramento incluindo chips nas armas. Teoricamente, isso seria uma novidade para eliminar o velho problema de numeração raspada. Se o assunto fosse aumentar salários de deputados e senadores, a resposta seria para ontem. Sendo outro tema, é difícil prever quanto tempo levará para que propostas sejam elaboradas, apresentadas, discutidas, zzzzzzz ...

Enquanto isso, segue-se a matemática de Realengo. Além das vidas perdidas entrarem para estatísticas, discute-se quantos tiros o assassino poderia ter disparado, quantos mais poderia ter matado, quanto tempo é necessário de treinamento para efetuar X disparos em Y minutos... Como se isso fosse  realmente determinar algum resultado proveitoso.


Se a questão não passa diretamente pelo bolso de A ou B, passou bem perto de mim.  Eu sei que isso é uma batata quente e nem sou perita, aliás, o máximo que conheço de chips é o que posso comprar no supermercado já empacotado, frito e frio. E olhe lá! Mas confesso, eu estou particularmente interessada nessa incógnita, pois,  uma das vítimas do veículo não identificado foi alvejada logo aqui na tangente,  a exatos 230 metros. Sem falar que não é de hoje  certa afinidade dos santistas com problemas.

Real engo

on quinta-feira, 7 de abril de 2011


Quando Santos Dumont inventou o avião, ele tinha a expectativa de que fosse beneficiar o planeta. Pois ficou deprimido ao perceber que a sua grande obra foi utilizada como arma de guerra para promover a destruição. Essa é uma das hipóteses para o pai da aviação ter cometido suicídio.

Atualmente, podemos acessar quaisquer coisas e lugares navegando no ciberespaço. A viagem pode ser eterna enquanto dure e a rota segue o tudo é possível. Passar 24 horas conectado ao Youtube aprendendo tricô e crochê ou lições de tiro com armas de fogo é possível. Buscar no Google infinitas possibilidades de comprar flores e doces ou drogas e balas para efetuar disparos fatais é possível.

Nesse fogo cruzado, o problema não está no avião ou na internet, mas, no que o ser humano faz com as asas da sua imaginação. No que acontece desde a primeira faísca de um pensamento até o ardor da concretização.

Em Realengo, Wellington Menezes de Oliveira não inventou a violência. Apenas percebeu que seus vôos poderiam ser arrasadores. Para entender o que aconteceu em Realengo, é necessário viajarmos dentro de nós mesmos.

Respiramos aliviados quando os nossos não são diretamente atingidos. Mas não cruzamos os braços, não! Seguimos nossas vidas, consternados, mas, aliviados. Como tratamos os doentes mentais? Nós os tratamos? Nós os percebemos? Nós somos bons a ponto de cuidarmos do próximo? Ou somos maus a ponto de tornarmos os doentes invisíveis até que suas doenças nos matem? Sabemos quando nos tornamos vítimas. Mas somos capazes de admitir em que momento somos algozes?

Tudo estava normal em Realengo até Wellington matar crianças inocentes de forma absolutamente cruel e difícil de acreditar. Estava tudo normal em Realengo? Está tudo normal no mundo quando de repente alguém tira o nosso sossego? A hipótese para essa criatura ter planejado e executado esse plano diabólico e cometido suicídio é problema de saúde mental. Só o Criador sabe ao certo.

Mas temos algumas pistas. A Obra prevê Amor ao próximo e a dimensão da tragédia é muito maior do que enxergamos quando algo atinge em cheio o nosso bem estar. Ser vai além de imaginar estar acima do bem e do mal. Para ser bem amado é preciso amar. E para amar é necessário perceber que o próximo existe e ter disposição para socorrer quando ele já não sente mais nada.

Nesse fogo cruzado que é a vida, o choque inclui sermos inocentes e culpados até provem o contrário. À queima roupa, o buraco é mais embaixo. Entre mortos e feridos, sepultemos e oremos. Rezemos para que anjos batam suas asas na rota de nossas consciências. Conversemos com o Senhor avistando o céu, o umbigo, mas também olhando para os lados.

engos
en.gos
sm pl Bot Planta caprifoliácea medicinal (Sambucus ebulus). Var: engo.

Sambucus ebulus ou sabugueiro é uma planta medicinal. Entre outras coisas, é boa para febre e dor de barriga. Mas não cura tudo. Dizia a lenda que de sua madeira foi feita a cruz onde Cristo morreu. Isso porque ao espremer o fruto do sabugueiro escorre um suco de cor vermelho-sangue. Dizia-se dar azar cortar um sabugueiro.

Sem sombra de dúvida, somos solidários às vítimas de Realengo. Podemos separar o engo do real e encontrar novos sentidos através de asas da imaginação. Só não conseguimos tratar as raízes das dores do mundo. Não convém cortarmos os laços com o que nos parece irracionalmente humano ou naturalmente desumano. Por analogia, tudo é possível, inclusive, aprender com a mãe natureza.

Amor e Revolução - y otras cositas más

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Mais difícil do que acompanhar a novela Amor e Revolução, ambientada em 1964, será assistir aos depoimentos reais exibidos ao final de cada capítulo. As pessoas que sofreram os absurdos da ditadura brasileira descrevem como eram as sessões de tortura em minúcias, inclusive, os requintes de crueldade das violências sexuais. 

No estilo endurecer sem perder a ternura, os acontecimentos são conduzidos por casais apaixonados e amores que ainda estão por vir. O suspense fica por conta do faz-de-conta que os protagonistas talvez não tenham um final feliz. 

Apesar da trama romântica sempre marcante nas ficções,  não dá para encarar essa novela como entretenimento. Trata-se de um registro de parte da nossa História que estamos tentando conhecer, ou reconhecer, ao longo dos anos e sempre causa impacto doloroso. Mais do que amor, a novela reflete o terror dos insanos abusos contra comunistas e até mesmo apartidários.

Tivemos Anos Rebeldes, na Rede Globo, em 1992 - com  um casal, desses meigos, cheio de conflitos. A minissérie não podia desenterrar os ossos, entretanto, foi a primeira a dessoterrar os fatos. Aliás, a morte mais bem "morrida" que já vi em televisão foi a de Cláudia Abreu  na pele de uma jovem militante. Eu não vou ficar surpresa se alguém argumentar que rebelde por rebelde hoje temos na Record  a recém-estreada ex do SBT! E não é uma série mini, é uma novela compriiiiiidaaaa retratando jovens rebeldes mexicanos abrasileirados e super atuais... zzzzzzzz...

Na ocasião da minissérie Global, o que havia de mais recente era a própria despedida do governo militar e mal havíamos começado a experimentar a tal democracia. Engolimos o Collor. Digerimos com um impeachment. E continuamos até agora tomando coca-cola para arrotar democracia no peito e na raça. 

Atualmente, podemos exercer livremente os nossos mais íntimos desejos com espantosa dignidade. Caminhando e cantando "quando foi no outro dia, o dregolado falôu: Quem é o cantor? Eu disse pronto...Rapaz, você tá solto! Mas nunca mais cante esse negócio de: Florentina, Florentina"... E eleger um deputado federal semianalfabeto contrariando a nossa Constituição, "por que não, por que não, por que não, por que não, por que não, por que não... Eu vou"... "Vou não, quero não, posso não"...

De repente ou daqui uns tempos, alguma emissora exibe um folhetim "Collorido" e o assassinato de PC Farias pode dar mais IBOPE do que o de Odete Roitman. A preferência é da Globo, que elegeu o Collor, portanto, de certa forma é co-autora dessa parte da História. Jamais esquecendo que TV é concessão do governo, logo, representa o povo. E  não é que o povo assinou a licença, ou sentença, votando no Collor!

De lá pra cá, não dá pra dizer que na nossa democracia pós-ditadura já rolou muita água embaixo da ponte, mas, alguma já jogaram pra fora da bacia, digamos assim.  Democraticamente, acabamos de eleger a nossa primeira presidenta do Brasil, uma mulher que há alguns anos sofreu nos porões da ditadura militar e há poucas horas recebeu uma condecoração das Forças Armadas. 

No presente, Dilma Rousseff conta com os militares para um futuro sem miséria e repleto de segurança. Eis o nosso movimento paz e amor! Só para constar: Eu sou Marina Silva roxa, digo, vermelha, digo, verde! Enfim, eu sou Marina até a próxima coca-cola ou guaraná da Amazônia, afinal, isso aqui é uma democracia, ou não?

Na época do regime ditatorial, muitas canções da MPB foram apresentadas em forma de metáforas e trocadilhos para evitar a censura, um dos agravantes da repressão. "Roda viva", "Pra não dizer que não falei das flores" e "Domingo no parque" são algumas das músicas que compõem a trilha sonora e multiplicam as emoções das cenas de "Amor e Revolução". "Cálice" toca na ferida tanto na originalidade de Chico Buarque quanto na releitura rock-and-roll de Pitty. 

Algo que passa pela minha cabeça é que talvez os ditadores tenham mesmo conseguido emburrecer grande parte do povo, pois, novas composições musicais que se prezem são  artigos de luxo. Calar-me-ei por aqui sobre esse abismo. 

O SBT não exagera quando afirma que essa novela vai dar muito o que falar. Falemos, afinal, uma das revoluções  é a liberdade de expressão. Recomendo aos fortes que abandonem as novelas da Globo. Não bastassem os intervalos comerciais, a grande reviravolta na vida de uma mulher das novelinhas Globais é vender Natura e pagar sua contas no Itaú pela internet. Os homens não cansam de desfilar suas virilidades pilotando seus possantes Kia Motors enquanto se comunicam maravilhosamente via Nextel. É o "merchan" ditando as novelas do plin plin!

Pontos para o patrão Silvio Santos, figura capitalista toda trabalhada na simpatia, parece ter errado, uma vez, no quesito grana e, finalmente, acertado no quesito teledramaturgia. O primeiro sinal de evolução, no quesito conteúdo televisivo, da emissora que carrega o slogan de "A TV mais feliz do Brasil" foi deixar de lado a rebeldia de investir nas produções mexicanas e chiquititas e apostado no heroísmo dos comunas e no talento dos artistas brasileiros para elevar a audiência.

Imagem: Making off do 2º capítulo da novela Amor e Revolução, exibida no SBT.

Dando a letra

on



Eu escrevo melhor do que falo, falo melhor do que canto, canto melhor do que calo, calo melhor do que durmo, durmo melhor do que acordo, acordo melhor do que desperto, desperto melhor do que erro, erro melhor do que acerto e escrevo pra acertar quais queres...

ABC-litoral / litoral-ABC - passagem barata

on terça-feira, 5 de abril de 2011


Olá, meus amigos! Eu ando meio afastada do blog porque estou montando a loja Biboca Chic. Mas eu volto a blogar em breve.

A especialidade do Gostos e Desgostos não é classificados. Mas como este blog é desclassificado, segue uma ótima dica:

Uma pessoa, de minha inteira confiança, está vendendo algumas passagens ABC-litoral / litoral-ABC por um preço generoso. Se você sobe e desce da baixada santista para o ABC e vice-versa, por gentileza, entre em contato através do sobesom@gmail.com para eu passar o contato. 

No mais, beijos a todos e inté!

Lu Vaz

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