Assassinado pela internet

on quarta-feira, 29 de junho de 2011

Amin morreu, mas passa bem, segundo a piadinha noticiosa de O Dia online.  O bapho é que David Brazil acusa o humorista Amin Khader de inventar a pegadinha sem graça para se alimentar de mídia. O boato pode ter começado no Twitter quando o próprio David Brazil teria recebido a suposta notícia e, "com dor no coração", divulgado em primeira mão no famoso microblog. 

Obviamente, as celebridades reverberaram com pesar. E, logo em seguida, repercutiram a indignação sobre a mentira de Amin dado como morto. Enquanto isso, o zumbi corria sorridente na praia e posava para fotos póstumas. Os indignados foram mais longe ainda: Criaram uma espécie de campanha em prol de David, o primeiro enganado e responsável pela propagação do engodo. E o constrangido Brazil afirma que a amizade entre ele e Khader morreu de verdade.

Mais e mais longe ainda, Datena, que entrevistou o morto vivo, acusa a internet de culpada por tal súbito e defende um controle para o ciberespaço, nos moldes do que acontece com as redes de televisão. E o controle das redes de TV é tão rigoroso que a própria Record, nova velha casa de Datena, foi a emissora que saiu na frente para dar o grande furo de anunciar a falsa morte. Ah, “me ajuda aí, ôôô”!

E aí, doutor? Muito ajuda quem não atrapalha!

on terça-feira, 21 de junho de 2011

Francamente, eu não estou surpresa, porém, quem acabou de receber um diagnóstico de síndrome do pânico e assistiu ao programa "E aí, doutor"?, na TV Record, hoje, deve estar em estado de choque. O panorama que foi apresentado ali é no mínimo perturbador. Qual foi a dica de qualidade de vida? Cadê a orientação que, conforme o doutor promete diariamente, vai mudar a vida das pessoas? A proposta é apresentar como perspectiva um abismo? Uma forma positiva de abordar o assunto seria, entre outras coisas, falar dos benefícios da terapia cognitivo comportamental.

O crédito da imagem abaixo é http://noticias.r7.com/e-ai-doutor/



Há algumas semanas, eu recebi um telefonema da produção e um convite para ir lá conversar com o doutor pessoalmente. Expliquei que poderia ser complicado e confessei que tinha receio de ter uma crise durante a conversa ao vivo e em cores. Medo de ir ao programa? Sim, eu devo confessar que fui cautelosa e não quis correr o risco de passar por tal constrangimento, afinal, não estou na minha melhor fase. 

Resolveram vir fazer a entrevista em Santos e recebi uma equipe de 5 ou 6 pessoas em minha casa. Eu não fiquei incomodada com 4 horas de vira um pouco pra lá, vira um pouco pra cá, faz assim, anda de tal jeito. Até aí, tudo certo. Fiquei meio na dúvida do limite entre produção jornalística e direção de um filme quando recebi instruções para não sorrir. Nesse ponto, ficou esquisito pra mim. 

Posteriormente, chegou um e-mail perguntando se eu tinha alguma foto sem sorriso. Expliquei que sorrio sempre e que não vivo em crise 24 horas por dia. Mandei a única foto que encontrei sem o tal sorriso. E fui informada de que a matéria deveria ser exibida no dia 21 de junho.

Cheguei a comentar com um amigo: Acho que entrei numa roubada. Desconfio que vão encaminhar a pauta para o sensacionalismo. O meu amigo respondeu: O programa não parece sensacionalista, mas, vamos aguardar.

Pois bem, eu assisti ao programa hoje e a minha entrevista não foi ao ar. E tive a sorte de não ser parte da mensagem derrotista que foi passada - sem qualquer cautela, perspectiva de cura ou indícios de qualidade de vida. Se você acabou de receber um diagnóstico de síndrome do pânico e está desesperado, saiba: 

Ter medo de ter medo só vai piorar as coisas. A síndrome do pânico é só um problema e não o fim da linha.

Ninguém pode afirmar com convicção que a síndrome do pânico não tem cura.

Se alguém pensou em se matar, não significa que os 4% da população mundial com síndrome do pânico também pensem em se matar. Tem gente que adota outras posturas, por exemplo, viver, pois, todas as pessoas do planeta vivem e têm os mais diversos tipos de problemas.

Mas não fazer o tratamento corretamente é perigoso. Abstinência dos medicamentos, sem dúvida, pode levar ao suicídio. O acompanhamento de um médico bastante responsável é fundamental. E o paciente ter consciência de que precisa seguir a orientação médica com bastante seriedade também é fundamental. Quem pensou em suicídio, precisa fazer um exame de consciência para ter a certeza de que não vacilou no tratamento ou se recebeu o atendimento correto. Falo por experiência própria.

Certa vez, por questões relacionadas ao plano de saúde, eu fiquei sem atendimento médico e caí na abstinência do remédio controlado. De fato, eu senti que o suicídio é um risco e o médico que me atendia, enfim, prefiro nem comentar. Em outra ocasião, eu experimentei um remédio que não me caiu bem. Se o médico que me atende atualmente não fosse o profissional exemplar que é, de fato, poderia ter acontecido algo pior. Mas ele suspendeu imediatamente o remédio que não era bom pra mim e eu saí daquela situação mais grave. Pergunto: É a síndrome do pânico que causa desejo de colocar fim à própria vida? 

Eu tinha 5 crises por dia e só queria continuar vivendo! Se você escolhe enfrentar a síndrome do pânico como enfrenta outros problemas, já é meio caminho andado. Obviamente, vai ter dia de desânimo. Mas você já não vai ficar refém da doença. Procure se informar e encontrará gente que vive o lema: "Eu tenho a síndrome do pânico. Mas ela não me tem". Atualmente, é fácil encontrar essa premissa no Google. Quando eu tive o meu diagnóstico, há dez anos, as informações não eram tão animadoras. 

A impressão que tive assistindo ao programa "E aí, doutor" de hoje foi de retrocesso. Eu discordo de que não exista sequer um "salve-se quem puder". Eu acredito que precisamos de boas políticas para a Saúde Mental progredir. Ao longo dos anos, a comunicação ficou mais veloz e permitiu mais troca de informações. Lentamente, surgem novos medicamentos. Mesmo que a evolução não seja tamanha, o cenário já não é tão sombrio. E o que está ao alcance dos pacientes é nada mais, nada menos do que fazer o que se está ao alcance. Afirmo: Alguma coisa a gente sempre alcança. Atualmente, eu já não tenho mais 5 crises por dia, aliás, nem tenho crise absolutamente todos os dias. Mas ainda tenho muitas crises, logo, ainda tenho síndrome do pânico.

Uma pessoa com síndrome do pânico não é necessariamente fraca ou infeliz. Isso depende muito das escolhas. Você não pode escolher a sua predisposição genética, ou seja, as doenças que talvez tenha no decorrer da sua vida. Mas pode perfeitamente escolher entre viver em função da sua doença ou viver mesmo tendo essa doença. E quando falo em viver não é só respirar e ocupar espaço, é viver, gente! Viva como puder, mas, viva! Sabe o que é corajoso? Assumir que o desejo de morrer é seu e não duvidar de que pessoas com o mesmo problema desejam viver e vivem!

Já que, tendo em vista o programa exibido, é permitido afirmar qualquer coisa, eu afirmo - com a experiência de 10 anos de síndrome do pânico: Eu vivo! Do meu jeito, eu to vivendo! Não sou prisioneira do medo e não estou enclausurada. Simplesmente, eu vivo e, como qualquer ser humano, posso ou não sentir medo. 

Como assim? Síndrome do pânico não é medo? Não! Fobia é medo. Fobia é pavor de uma determinada coisa. É normal confundir síndrome do pânico com medo da mesma forma que se confunde depressão com tristeza. E também existe tratamento para fobia - quando o diagnóstico é fobia. Então, onde entra o medo nessa tal síndrome do pânico? O medo é uma resposta que acontece durante uma crise. 

Se eu tivesse pavor de palhaço, evitaria o circo e procuraria tratamento para fobia, que também é um transtorno sério e complicado. Mas, no caso da síndrome do pânico, uma crise pode ocorrer em qualquer lugar e/ou circunstância. Isso significa que não há um padrão, tipo, medo de avião, medo de barata, medo de lugares fechados, etc. Mas cada crise provoca no corpo as mesmas sensações que têm pessoas em situações extremas de pânico. Em palavras mais simples, é um falso alerta que o cérebro, quimicamente, manda para o corpo. Em palavras mais simples ainda, é uma pegadinha. A cabeça enganando a gente afirmando ter algo perigoso exigindo defesa. 

Em outras palavras, pra tentar esclarecer bem direitinho: Se você tem medo de ter medo, você pode desencadear mais crises. O medo antecipado pode mesmo acordar o monstro porque ansiedade é saudável, mas, é doença quando está em desordem e/ou excesso - como quaisquer outros excessos e/ou desordens. Mas você também pode nem lembrar que medo existe e de repente começar a ter taquicardia, falta de ar, desconfortos em geral até que o conjunto vai te provocar, entre outras coisas, o medo. Medo até de morrer ou ficar louco porque a crise é realmente forte. Mas quando acaba, o máximo que te acontece é ficar exausto. E o medo vai pro espaço porque você não vive em crise 24 horas por dia. 

Existe uma coisa chamada agorafobia e consiste em evitar lugares ou situações que dificultem a saída no caso de uma crise de pânico. Mas isso não é a síndrome do pânico. A agorafobia é um complicador secundário. Simplificando o entendimento do complicador: Uma irritação das mucosas nasais pode causar espirro. Você trata o espirro ou a irritação das mucosas nasais? Resolvendo o "x" da questão, que é a irritação das mucosas, o que acontece com os espirros? Definitivamente, a síndrome do pânico não é fobia, embora possa ter como reação a agorafobia.

Só para reforçar e não ficar qualquer dúvida: A agorafobia é um complicador em muitos casos de síndrome do pânico. A Fobia não é um transtorno secundário e, embora provoque crise de pânico em situações específicas, não é síndrome do pânico.

Se o gatilho das crises de pânico em quem tem a síndrome do pânico é algo do subconsciente (um medo oculto) capaz de provocar uma crise que, fisicamente, é pânico - ah, são outros quinhentos! Coisas escondidas à parte, eu posso afirmar apenas que não costumo estar com medo quando surge uma crise do nada. Se a ciência explica ou um dia irá explicar, maravilha! Eu posso falar do que sinto na pele e não de teorias ou achismos. E afirmo, inclusive, que já senti medo sem ter crise aguda de pânico.

Ter síndrome do pânico é ruim? Claro que sim, é péssimo! Mas existe tratamento. E tem mais: Muita gente já teve a síndrome do pânico por um tempo, até por anos, e depois de um tratamento contínuo jamais voltou a ter uma crise. Se isso não é cura, eu não sei o nome disso, entretanto, se um médico afirma que não existe cura, não custa explicar mais detalhadamente. Se não explica, é porque ignora os casos que propagam esperança, os relatos de pacientes que se consideram curados, os que têm alta médica.

Ah! Relatos! Gente que se considera curada! Sim, pois, se até mesmo o diagnóstico é feito com base em relatos! O que se examina, pelo menos aqui no Brasil, é a narração do paciente e não a cabeça submetida a um maquinário ou coisa assim. O médico faz o diagnóstico e ajusta a prescrição de remédios avaliando o dito pelo paciente.

Ah, não é cura, é controle! Tá, controla-se hipertesão arterial com medicamentos. Algumas enfermidades são controladas com remédios e mudanças de hábitos. E através de exames e aferições, o controle é estabelecido como certo. 

Mas e os casos de pessoas que tiveram a síndrome do pânico diagnosticada, via relatos aos médicos, tomaram remédios controlados por longo período, entretanto, conseguiram ultrapassar a barreira das crises, conquistaram estabilidade e puderam dar adeus aos medicamentos porque tiveram alta médica? Eu chamo de controle ou de cura? Ou chamo de mentira? Há como afirmar que não existe cura para a síndrome do pânico?

Não, não é o meu caso. Eu não estou curada. Mas vou ignorar os relatos de cura, abandonar o meu otimismo e tomar como verdade um achismo de que a cura não existe e ponto final? E aí, doutor? Baseado em que o senhor afirma que não existe cura? É assim que o senhor trata? Condena gente ao medo de ter medo por achar que sabe o que ninguém mais sabe? A verdade: Ninguém sabe.

Eu peço desculpas, mas precisava desabafar e dizer que esse tipo de ajuda é dispensável. Se você tem síndrome do pânico, acredite: A vida da gente muda muito. Mas não está tudo perdido. Eu posso citar exemplos da minha vida prática para ilustrar bem:

Eu vou ao supermercado 2 a 3 vezes por semana. Já abandonei carrinho de compras no meio da fila e saí correndo pra casa. Não era medo de fila, não! Eu continuo indo ao supermercado. E teve uma vez que a moça do caixa notou o meu mal estar. Como eu já estava passando as compras, ela tomou a liberdade de abrir a minha bolsa, pegar o dinheiro, cobrar e oferecer ajuda para eu chegar em casa. E foi numa véspera de Natal! Jesus seja louvado! Tenho muita fé, sabe?

Mas quando o assunto é emprego formal, certamente, tudo se complica. Sair correndo no meio do expediente ou faltar ao serviço porque não conseguiu concluir o trajeto demanda formalidades, justificativas, burocracias, é óbvio que isso tudo tem consequências e causa sofrimento. Mas o carrinho que você deixou lá na fila do supermercado, sem problemas, quando puder é só voltar e encher novamente.

Tá entendendo que a vida fica mais difícil? Mas deu pra entender também que não é o fim do mundo, nem mesmo do seu mundo? E o bom humor? Ah, gente! Amanhã o Santos vai ganhar a Libertadores! Vou perder o meu bom humor? Fala sério! 

E para terminar, deixo o meu mais sincero sorriso a todos os amigos, familiares, leitores do blog, com ou sem síndrome do pânico, brasileiros, uruguaios, torcedores do Peñarol, gente de toda a parte. E muitos beijos com votos de felicidade a todos, independente dos problemas que tenham para enfrentar ao longo da vida.

Síndrome do pânico

on domingo, 19 de junho de 2011

É comum me perguntarem o que a gente sente durante uma crise de pânico. Eu tenho a síndrome há 10 anos e ainda acho difícil explicar em detalhes porque são vários sintomas acontecendo ao mesmo tempo. Eu recebo muitos e-mails com curiosidades específicas sobre as crises propriamente ditas. O G1 publicou uma ilustração que esclarece bem a coisa e por isso achei interessante registrar num post:

Embora a sensação seja de morte iminente, da lista de sintomas, o único que não tenho é o medo de morrer ou ficar louca.Talvez por ter buscado bastante informação e, de alguma forma, ter conseguido enfiar na minha cabeça que isso não vai me matar. Mesmo assim, eu ainda não consigo dominar as crises. A taquicardia e todo o conjunto que ocorre é muito desgastante. E tais episódios provocam exaustão física e mental.

Mas faço questão de informar que ninguém precisa se desesperar porque teve um dignóstico de síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade. O tratamento ajuda muito e posso garantir que ninguém fica em crise 24 horas por dia. Não vou mentir, é muito difícil lidar com isso. Mas, acredite, não passa de um problema a ser enfrentado e está longe de ser o fim do mundo. 

Os amigos também estão me perguntando quando será exibido o programa "E aí, Doutor" - da Rede Record - que vai tratar sobre o assunto e eu participo em uma entrevista. Amigos, eu ainda não sei, mas, parece que vai ser no próximo dia 21 e começa às 16 horas. Quando eu tiver certeza, aviso vocês aqui no blog. 

Aproveito a postagem para agradecer a todos que interagem através deste blog em torno de vários assuntos, inclusive, síndrome do pânico. Muitíssimo obrigada!

Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!

on quinta-feira, 16 de junho de 2011


O Jornal Nacional exibiu hoje uma matéria falando do interesse do povo norte-americano em conhecer melhor o Brasil e mostrou um grupo de alunos, se não me engano da Pensilvânia, cantando o Hino Nacional Brasileiro. O comentário da minha mãe assistindo ao noticiário:

"Olha como eles são patriotas! Além de cantarem o próprio hino, cantam o nosso melhor do que a Vanusa"!


Seja sempre bem-vindo(a)! Se quiser, deixe um comentário aqui no post ou o seu "Olá!" no blog:

Comemorar

on segunda-feira, 13 de junho de 2011

Arrumar armários e gavetas. Árduo? E, de quebra, a gente acaba passando a vida a limpo numa sessão nostalgia? Pois limpar não é reavivar o brilho? Comemorar, do latim commemorare, significa trazer à memória. E foi assim, faxinando, que revisitei os meus esquecimentos e comemorei os velhos discos. Algumas lembranças provocaram em mim uma primavera em pleno outono. Tomei uma melodia emprestada do Youtube, copiei e colei a letra, bloguei o que (re)ouvi hoje de manhã e ficou tocando o dia inteiro na minha cabeça... Repercutindo beleza em "sua expressão mais simples". Viva!

Mais Simples
Composição : José Miguel Wisnik

É sobre-humano amar
'cê sabe muito bem
É sobre-humano amar, sentir,
Doer, gozar
Ser feliz
Vê que sou eu quem te diz
Não fique triste assim
É soberano e está em ti querer até
Muito mais
A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples?
Mas deixa tudo e me chama
Eu gosto de te ter
Como se já não fosse a coisa mais humana
Esquecer
É sobre-humano viver
E como não seria
Sinto que fiz esta canção em parceria
Com você

A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples?

Se não está namorando, aprenda a jogar xadrez

on domingo, 12 de junho de 2011


Hoje é dia dos namorados e também dia do enxadrista brasileiro. Se você não está namorando, eu vou apresentar aqui uma pequena introdução ao jogo de xadrez. Não deixa de ser algo para se fazer a dois e um pretexto para comemorar a data mesmo estando solteiro. Se estar namorando é sorte ou azar, cada um que tire as suas próprias conclusões.  No xadrez, o vencedor não é só um sortudo. O jogo requer treino, concentração e disciplina.

Regra básica: Peça tocada é peça jogada. Isso significa que pegou tem que mexer. E não pode voltar lance, portanto, depois que está feito não adianta se arrepender. 

O jogador precisa traçar um plano antes de avançar e, principalmente, antes de sair comendo peças. 

Um movimento mal pensado pode dar abertura para a entrada do adversário.

Existem partidas longas e rápidas. Algumas, de tão curtinhas, são denominadas miniaturas. 

Um troca-troca de peças pode aliviar a tensão, principalmente de quem tem superioridade material. 

O domínio dos pontos estratégicos garante superioridade posicional e boas manobras. 

Dizem que algumas peças valem mais e outras menos. Por exemplo, uma dama vale mais do que um peão, inclusive, o peão não pode andar para trás. Mas o valor das peças é relativo e vai depender muito do quanto essa peça já penetrou nas linhas inimigas e se a zona que está dominando é importante naquela partida.

É muito importante cravar as peças do oponente. Por outro lado, se lhe cravarem alguma, é melhor resolver logo. 

O objetivo final é sempre cercar o rei adversário. Note que o rei não é capturado. Vence quem deixa o rei inimigo totalmente sem saída.

No xadrez, é esportivo abandonar uma batalha perdida. Mas precisa avisar que está caindo fora. 

Ao contrário dos namorados: Os bons jogadores de xadrez, durante as partidas, são absolutamente racionais. Você pode ir ao Google e procurar um lugar para jogar online. Mas não se distraia com os corações que enfeitam o buscador hoje se quiser se concentrar em dar um xeque mate.

Terceiro sexo é invenção de homofóbicos

on quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu sei que muitos amigos e leitores deste blog vão discordar do meu pensamento. E, obviamente, não faço oposição aos que desejarem comentar este post com idéias diferentes das minhas. 

Pesquisando no Google, encontrei análises que acusam a Bíblia de ser um livro homofóbico. Em contrapartida, Frei Betto, religioso e ativista contra a pobreza, defende gays com a própria Bíblia

O meu ponto de partida é sempre o Amor ao próximo. O que me conduz ao dispensar iras e maledicências.  Não tenho a pretensão de me isentar da imperfeição e do pecado. Tampouco questionar a Palavra de Deus. 

Na minha compreensão, o terceiro sexo é invenção de homofóbicos. E homofobia, por definição, é preconceito contra homossexuais - podendo levar ao ódio. Se homofobia ou homossexualismo é pecado, não me cabe decidir. Mas, na minha imperfeição de mais uma pecadora desse mundão de Deus, eu faço o possível para não julgar, inclusive,  quem acredita que homossexualismo é incorreto. O que não me impede de pensar diferente.

Penso que um homem não deixa de ser macho porque prefere se relacionar afetivamente com outro macho. E o mesmo vale para o sexo feminino. O que, no meu ponto de vista, exclui a existência de um terceiro sexo. Há machos e fêmeas, independente de como vivem. De coração, eu não vejo nada errado em ser homossexual. 

Acho triste saber que algumas pessoas lutam contra a própria natureza para se encaixar na sociedade. Triste porque não discuto a ordem natural. Eu sou naturalmente heterossexual. Perceba que não sou, naturalmente, hetero.  Mas, naturalmente, pelo que escrevi até aqui, é evidente que não dou força para quaisquer tipos de preconceitos. Mesmo que preconceito não seja claramente pecado e possa ser considerado naturalmente imperfeito.

Eu não gostaria de ser radical, porém, na minha imperfeição de pecadora, eu acredito que até mesmo o debate em torno do assunto é uma ação preconceituosa. Ninguém gosta de ter a sua vida pessoal devassada e os homossexuais não devem ser tratados como #gentediferenciada. Debater o tema, infelizmente, acaba gerando uma confusão das mais intoleráveis: Muita gente interpreta os gays como necessariamente promíscuos. E promiscuidade, por definição, é uma mistura desordenada, logo, escapa do natural.


É fogo!

on quarta-feira, 8 de junho de 2011

Por falar em incêndio (post anterior), eu aproveito para falar sobre bombeiros. Eu poderia ficar aqui durante horas falando sobre como as autoridades esgotam a dignidade desses servidores. Mas vou resumir: Bombeiros são tão essenciais que não podem fazer greve. E também não podem fazer bicos. Por que será que fazem vistas grossas para os bicos, porém, greves não são toleradas? Será que é porque os salários são de fome e jamais esteve nos planos de quaisquer governos remunerar bombeiros com um mínimo de decência? É vergonhoso prender heróis enquanto há bandidos ocupando postos de destaque, principalmente inclusive, na política.




Foto: Guto Maia/Futura Press

O benefício da incompetência alheia

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Quando eu cursava jornalismo, uma amiga sumiu da faculdade por um mês. Retornou com as duas mãos chamuscadas e uma história incrível para contar. O pai cancelou o seguro residencial que dava cobertura em caso de incêncio. Dois ou três dias depois, a minha amiga acordou com a cadelinha de estimação latindo demais. A casa estava pegando fogo. Só deu tempo de pegar a cachorrinha e se pendurar na janela até o socorro chegar. Da casa não sobrou nada, a família ficou com a roupa do corpo. E a sorte de o gerente do banco ter esquecido de cancelar o seguro!

Só se devo, eu não nego

on


Estou recebendo telefonemas insistentes com uma gravação chata exigindo que eu ligue para uma empresa de cobrança. E se eu não ouço a gravação até o fim, o telefone toca novamente e repete tudo de novo. Mas eu liguei, não me livrei até hoje das gravações repetitivas e me cobraram uma suposta dívida com uma empresa de telefonia celular. 

Perguntei quando teria sido feita a dívida e não souberam me informar ao certo. Perguntei qual teria sido a prestação de serviço a que se refere a tal dívida e não souberam me informar. 

Perguntei tudo que vocês possam imaginar e não souberam me informar nada. Os atendentes se limitaram a repetir que sou inadimplente e o valor. Alguns foram até grosseiros. 

Somente um dos atendentes sugeriu que eu ligasse para a operadora de celular e passou o número. Liguei, porém, fui atendida por uma gravação e, em resumo, só conseguiria ser atendida se fosse cliente, pois, antes do atendimento, a exigência é teclar determinadas informações que não tenho. Dessa forma, a gravação não me transfere para um funcionário. Tentei aplicar um golpe e chegar a um ser humano como quem deseja ser cliente

Mas se não quero comprar nada, eles não sabem de nada e quando insisto... alguém adivinha? Isso mesmo, a ligação cai. Tentei mandar um e-mail, mas, o limite de caracteres impediu o envio da dúvida completa. 

Mandei do jeito que pude e recebi uma resposta... resposta automática dizendo que qualquer dia a resposta chega.

É a típica situação "se correr o bicho pega e se ficar o bicho come". Parece que a idéia da empresa de cobrança é me vencer pelo cansaço até eu comprar a minha paz, ou seja, pagar por uma dívida que não faço idéia da existência. 
 
A minha dúvida é bem simples: Como posso ter uma dívida se o meu celular era pré-pago?

Lembro vagamente de ter sido cliente da tal operadora - há anos - e ter dificuldades para fazer recarga de créditos em outra cidade. Mas a lembrança é vaga, se não me engano, foi por esse motivo que troquei de celular. Talvez eu seja caloteira e não lembre, sei lá. Mesmo assim, eu jamais recebi uma cobrança dessa operadora e agora, anos depois, passei a receber essas ligações desagradáveis. 

Acabei de assistir ao Jornal Hoje, da Rede Globo, e acho que tenho a resposta para tal cobrança. Segundo a reportagem, algumas empresas estão fazendo cobranças indevidas.  E a recomendação é procurar um órgão de defesa do consumidor para esclarecer se a dívida existe e se está de acordo com a legislação. Quem está com esse problema e não assistiu ao telejornal, pode aguardar a atualização da página do Jornal Hoje. Possivelmente, eles irão publicar um vídeo ou texto com a matéria. 

Se este post é repetitivo não é mera coincidência. O desrespeito ao consumidor parece estar tão gravado que todos nós estamos cansados de conhecer histórias assim. E mesmo que a gente não tenha consumido o que se cobra precisa passar por essa consumição ilimitada.

Você costuma dar certo ou tem dado errado?

on segunda-feira, 6 de junho de 2011

O título do post é sugestivo, mas, o tema aqui é o dar certo na vida. Eu já fiz muitas coisas. Sou formada em contabilidade, cursei três anos de jornalismo e alguns meses de nutrição, comecei a aprender vários instrumentos musicais, joguei xadrez, pratiquei tiro ao alvo, entrei numas de cantar, tive sites de diversos assuntos e até um sebo virtual, aliás, a lista não está nem perto do fim. Simplesmente porque essa coisa de final é relativa.

Tem gente que me vê como alguém que está sempre tentando e nunca conclui o que começa. Eu digo que essa gente me vê, porém, não me enxerga. Ou não se enxerga? Ops! Não sei se as pessoas imaginam que devemos escolher um caminho e viver nele para sempre. Mas o que você quer da vida? Viver! Todas as fases são importantes e as minhas foram devidamente saboreadas. 

É claro que há os dissabores. Tenho síndrome do pânico e passo por altos e baixos, entretanto, eu não vivo em crise 24 horas por dia.  Ora vivo intensamente, ora respeito os meus limites. Isso não significa ser infeliz. Só revela que mesmo quem é feliz precisa superar obstáculos. Por falar nisso, eu te pergunto: O seu copo é meio cheio ou meio vazio?

Anos atrás, comecei a aprender gaita de boca. Hoje, eu poderia ser uma gaitista frustrada. Isso se eu não tivesse o hábito de percorrer caminhos tirando proveito do que aparece pela frente. Embora eu não execute uma nota musical bem tocada, minha vivência “gaitífera” é plena. 

Entrar de cabeça é uma delícia. Querer sair não é voltar atrás. Experiência não é descartável, pelo contrário, é soma. E colecionar “tantas já vividas” faz toda a diferença nas tantas por vir. Eu não seria louca de imaginar que é errado permanecer uma vida inteira no mesmo lugar. Dar certo na vida não é ser igual a todo mundo ou acreditar que só o nosso jeito de viver é o bom. 

Altamente recomendável
A queridona Carla Reichert do blog "Aqui neste oceano" escreveu belíssimas linhas sobre o tema apresentado nessa postagem. Vale muito a pena conferir:

Um auê

on quarta-feira, 1 de junho de 2011

O blog Gostos e Desgostos está sendo desativado aos poucos. Um auê está em novo endereço:
 

Cadê?

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A vida ainda está de cabeça para baixo e continuo tentando aprender a plantar bananeira. 

Cadê a minha criatividade que saiu faz tempo e ainda não voltou? Realmente, eu não sei lidar com piloto automático e essa coisa de agir sem o gozo da imaginação que leva ao longe. 

Mas também não tenho um controle remoto para dar o pause quando é hora de repousar e o play na necessidade de ficar esperta. 

Ah, se eu tivesse o poder do slow motion para ir bem de-va-ga-ri-nho naquelas sensações incríveis que só duram segundos! 

Se eu tivesse controle, até dispensaria o stop, pois, ter o domínio de tudo não é coisa de gente. 

Sem criatividade, eu não consigo avançar. Inté!


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