Do Ricardo Teixeira, se espera tudo. Em entrevista à revista Piauí, ele expressou um show de arrogância, muitos palavrões e confissões surreais. Do povo brasileiro, o ideal seria esperar uma comemoração nas ruas ainda mais fantástica do que festejar uma Copa do Mundo, no dia em que Teixeira sair de cena. Ele diz que vai deixar o cargo em 2015, porém, é difícil acreditar que Teixeira vai mesmo largar o seu banco particular que, além de tudo, diverte. Mas, esse bandido que tem uma CBF pra chamar de sua, de uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde, vai sair, digamos, nem que seja naturalmente. E eu proponho que, nesse dia, façamos uma grande festa. Enquanto não temos o que comemorar no mundo do futebol, eis alguns trechos da entrevista:
“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da
Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de
2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica
repetindo as mesmas merdas.”
Ele concorda com um raciocínio que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o
Boni, teria feito no tempo em que dirigia a Rede Globo. Certa vez,
falaram-lhe que um avião caíra e centenas de pessoas morreram. Boni
teria dito que, se o Jornal Nacional não noticiasse, para todos os
efeitos o avião não teria caído. “Portanto, só vou ficar preocupado, meu
amor, quando sair no Jornal Nacional”, disse Teixeira.
Ele disse que não se incomoda com as acusações de corrupção: “Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão.”
“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais
impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar
horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque
eu saio em 2015. E aí, acabou.”