Por Camila Vaz
Ontem, uma amiga leu uma crônica de uma pessoa que se diz escritora e que ainda fala com toda as letras que escreve bem. Ela tentava falar sobre a vida, mas caiu nos meus ouvidos como um horóscopo mal escrito. Pensei, então, que eu, além de não escrever bem e ainda ser disléxica, poderia ,sim, fazer melhor. Não é porque sou melhor; é porque talvez eu viva melhor. Ela diz que a vida é um parque de diversões, mas não vi diversão no que ela tentou me dizer.
Em tempos de redes sociais e novas mídias fica fácil julgar alguém pela foto. Minha mãe sempre me diz: “Não julgue para não ser julgada!” Ela não sabe o que é Facebook. Podemos notar como as pessoas quase realmente são o que são. Quem são seus amigos? Eu sempre julguei as pessoas pela quantidade de amigos bons que elas têm, pelos amigos que falam a verdade.
Curtir um post não quer dizer que você seja legal ou engraçado ou que sabe escrever. Quer dizer: “Eu li o que você disse e concordo com você.” Ou então: “Ei, estou aqui lendo tudo e observando, tá?” Mas a questão não é essa. O Facebook faz parte das novas vidas e a vida antes já existia. A vida é bem mais que a metáfora da roda gigante, da montanha-russa porque isso todo mundo sabe.
Em tempos de redes sociais e novas mídias fica fácil julgar alguém pela foto. Minha mãe sempre me diz: “Não julgue para não ser julgada!” Ela não sabe o que é Facebook. Podemos notar como as pessoas quase realmente são o que são. Quem são seus amigos? Eu sempre julguei as pessoas pela quantidade de amigos bons que elas têm, pelos amigos que falam a verdade.
Curtir um post não quer dizer que você seja legal ou engraçado ou que sabe escrever. Quer dizer: “Eu li o que você disse e concordo com você.” Ou então: “Ei, estou aqui lendo tudo e observando, tá?” Mas a questão não é essa. O Facebook faz parte das novas vidas e a vida antes já existia. A vida é bem mais que a metáfora da roda gigante, da montanha-russa porque isso todo mundo sabe.
A vida é pra ter intensidade. A vida é conhecimento e ficar falando sobre ela inevitavelmente me fará escrever clichês. Mas, ué, a vida não é cheia de clichês? E quem não quer dar um beijo no português da novela? E quem não sonha com o professor Astro? Quem não acha que aquele beijo muda tudo? A vida é isso. Rotina, cotidiano, mas devemos lembrar que mesmo que vivamos o simples e o básico, tem que ter graça, humor, amor. Tem que ter a sua essência. Tem que ter suas questões e dúvidas pulsantes o tempo todo.
A vida é uma criançona. Roda gigante é só um brinquedo. A vida é ouvir uma música brega do Wando e dançar com a sua amiga na sala imitando a sua tia. A vida é gastar um dinheiro que você não podia para pular com a sua melhor amiga em um festival de rock e achar maravilhoso! A vida é pra ser vivida, ouvida e sentida. A vida é bola dividida. A vida é sua! E só saber viver com alguém que possa curtir e compartilhar com você.
Camila Vaz é atriz e humorista. Também é uma das apresentadoras do programa Blá, blá, blá do amor, na rádio Roquette Pinto.
Twitter: @camis_vaz
Facebook: http://www.facebook.com/camisvaz
Para ouvir o programa Blá, blá, blá do amor ao vivo, online, toda quinta-feira, das 20 às 21 horas, e interagir no chat:







